Dança do Ventre
Na Turquia a dança do ventre é chamada "gobek dans". A dança foi criada sobre a influência de muitas culturas e até hoje continua a se desenvolver. Uma das suas polêmicas origens pode ter sido Grega. Alguns historiadores acreditam que a dança era parte de rituais religiosos. Já outros acreditam que a dança do ventre teve origem no Egito. Para mulheres da Arábia Saudita a dança era considerada sagrada e não podia ser vista pelos homens.
No inicio do século, a dança do ventre foi apresentada em Chicago com o nome francês: "danse du ventre" razão pela qual foi traduzida para o Inglês como "belly dance" e para "dança do ventre" em Português.
Independente de fronteiras e culturas a "dança do ventre" tem um estilo próprio. Ha vários pontos que diferenciam a dança oriental das outras formas de dança e revelam sua origem. A dança do ventre tem tradição em ser associada com a religião e elementos eróticos. Esta ambigüidade fez com que a "dança do ventre" fosse desprezada e amada por muitos. Sua origem aparente é relacionada ao culto de fertilidade na antiguidade.
A dança oriental é unicamente feita para o corpo feminino, com ênfase para os músculos abdominais. O bumbum e o pescoço se movimenta também. A dança é tradicionalmente dançada com os pés descalços, sendo caracterizada por ter movimento sensuais do dorso alterando balanços diversos.
As dançarinas geralmente usam também um instrumento musical para ajudar a dar ritmo a dança. Ha também dançarinas que usam cobras, espadas, véus e candelabros. Estes apetrechos teriam poderes mágicos e também protegiam os povos mais primitivos. As cobras são claramente ligadas com misteriosas culturas antigas. Ela é um símbolo complexo que representa o masculino e feminino e também a imortalidade na forma da cobra comendo o seu próprio rabo.
Hoje na Turquia, a dança do ventre é muito popular. Você podera ver na televisão e também em festas de casamentos e de circuncisão. Os espectadores pagam a dançarina colocando sobre a sua roupa notas de dinheiro. Esse é um costume comum em festas diversas.
Fonte: www.business-with-turkey.com
Dança do ventre
Não tem como tirar os olhos de uma mulher fazendo a dança do ventre. É fascinante ver o corpo a serviço de movimentos naturais e que a deixam ainda mais bela, em sua pura essência. Cada músculo, osso e pele se movem em harmonia para a dança e criam um clima de sedução e mistério.
Nesta hora, a guerreira, que faz tripla jornada de trabalho, pode deixar a feminilidade aflorar e é ai que consegue atingir a naturalidade, livrando-se do estresse e colocando as pressões do dia-a-dia bem longe de toda a delicadeza permitida ao universo forte e sensível das mulheres.
"A dança do ventre mexe com a fantasia e o emocional, estimulando o corpo e acabando com as inibições. Quem acha que tem o corpo feio, vai descobrir uma silhueta linda, num processo natural", diz a professora de dança do ventre, Lulu Sabongi.
A sensualidade também é presente em toda a dança do ventre. Os movimentos do corpo estimulam a libido de quem os faz e de quem vê. "A mulher passa a se ver como um todo e acaba mexendo com a fantasia masculina porque faz movimentos que se prestam ao sexo", diz Lulu.
Mas não dá para confundir. A dança é apenas sensual, mas não passa por apelos ou vulgaridade. "É uma brincadeira com o corpo que faz uma volta ao lúdico", diz a dançarina. Outra vantagem é modificar a postura e os próprios movimentos, que ganham mais graça e suavidade, além de dar mais forma ao corpo.
Fonte: mulher.terra.com.br
Dança do Ventre
No papiro acima temos a Deusa MAAT com a pena na cabeça e ao seu lado a Deusa HATHOR com a lua circundada por chifres de vaca. A vaca é um animal produtor do leite, nutriente e fundamental a vida.
As antigas dançarinas do ventre dançavam em noites de lua cheia nos templos dedicados a essa Deusa, que lhes provia a fertilidade e a feminilidade.
Em "alguns" casamentos realizados hoje em dia no Egito, ainda é costume os noivos desenharem suas mãos no ventre da bailarina em um ritual de fertilidade.
Nos rituais antigos eram oferecidos flores de lótus, incensos, essências, água e frutas. Enquanto os sacerdotes e sumo sacerdotes preparavam a cerimônia, as sacerdotisas eram as responsáveis pela abertura de um canal para o plano espiritual através do cântico e da dança, para que a energia divina se manifestasse. Sem a presença delas, nenhum ritual poderia realizar-se. Cantavam e dançavam, envoltas por um véu e ao retira-lo demonstravam que o mistério do universo seria revelado.
Homenageando também aos Deuses os imitavam em suas posturas. Sentindo a harmonia cósmica alcançavam um estado de êxtase profundo. Com a prática constante desta arte sagrada, elas ampliavam a intuição, percepção e desenvolviam poderes, evoluindo espiritualmente. Os ensinamentos da dança e do ritual eram transmitidos de geração à geração até a queda do império egípcio, quando perdeu o seu conteúdo original e recebeu influências de outros povos. Divulgaram-na (ciganos e beduínos) pelo resto do mundo acumulando em cada região diferente, interpretações e significados distantes de sua essência.
A arte teve grande crescimento na XVIII Dinastia onde Akhenaton quis retratar a vida e não somente a vida após a morte como seus antepassados. Quis retratar o rei em festas nos palácios com diversos artistas contratados inclusive dançarinas populares, pois naquele momento da história do Egito, os cultos a outros Deuses estavam proibidos, visto a nova religião monoteísta. As sacerdotisas teriam novamente o papel como mensageiras de HATHOR com seu sucessor e filho Tutancâmon.
Encontramos relatos assim em documentos televisionados, papiros antigos e nas ruínas de Tel Armana onde Akhenaton (o primeiro monoteísta que se tem notícia) construiu sua cidade ao Deus Sol.
Houve uma época no Egito em que quase todos foram sacerdotes ou sacerdotisas. As pessoas eram recrutadas para cumprirem um estágio no templo de um mês a cada quadrimestre. Assim todas as classes poderiam se sentir mais próximos dos Deuses e evoluindo assim em sua vida espiritual e terrena.
Hoje em dia a Dança do Ventre é uma forma de entretenimento e são muitos os benefícios que ela proporciona a mulher.
Na dança trabalhamos com o alongamento total do corpo. O corpo é modelado resultando em uma fina cintura. Os quadris ficam arredondados e a musculatura é totalmente enrijecida. A coluna é alinhada resultando em uma melhor postura e com isso uma maior sustentação dos seios. Para uma hora dessa atividade queima-se cerca de 300 calorias. O aparelho digestivo e excreto também são estimulados e as cólicas menstruais tendem a diminuir por causa do trabalho da região pélvica e abdominal. Caindo por terra o "mito" que a Dança do Ventre "cria barriga", além de ser um mito é uma incoerência!
No campo energético há um trabalho com os chacras fazendo com que as energias represadas sejam desbloqueadas.
A mulher que pratica a dança do ventre tem a ciência de seu próprio corpo. É um auto conhecimento que desperta o seu amor próprio, fazendo-a perceber a beleza que tem interiormente e exteriormente onde a forma física não é o tipo ditado pela sociedade, e sim a sua própria forma, seja alta ou baixa, magra ou gorda. O auto conhecimento trás a auto confiança. As depressões se vão e nasce uma linda mulher, conhecedora de sua própria Deusa.
É como no passado, nos templos sagrados do Egito, onde as sacerdotisas eram o canal para as manifestações da energia divina. Então a sua Deusa manifesta-se trazendo o charme, a graça e a beleza da sensualidade.
Fonte: www.deborahdancer.com
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