segunda-feira, 17 de março de 2008

A dança do ventre é considerada a mais antiga das artes executada pelas antigas civilizações para celebrar nascimentos, casamentos, funerais e rituais, respeitada por sacerdotes e sábios.
A dança floresceu de forma bastante relevante no Antigo Egito, há milhões de anos, nos templos sagrados em rituais secretos de fertilidade, em homenagem aos deuses, principalmente a Grande Deusa Mãe ¿Ísis¿. Dançava-se ao som de harpas, alaúdes e flautas com voluptuosos movimentos crescentes chamados GAWASIS.
A presença da dança do ventre era indispensável nesses rituais, sendo uma ¿ponte¿ para o mundo espiritual. As praticantes eram consideradas mulheres portadoras de grande alegria, sensualidade e fecundidade.
Rumores indicam que Cleópatra foi a primeira a ¿desvirtuar¿ a dança do caráter religioso ao usa-la para seduzir Marco Antônio.
Salomé também usou a dança para convencer o rei Herodes a entregar a cabeça de João Batista numa bandeja de prata. A Bíblia relata bem tal fato.
A dança evoluiu em vários países diferentes e de muitas maneiras, porém, preservou as principais características da dança oriental, sobrevivendo, apesar dos preconceitos culturais e morais. Assim, esta dança perpetuou através de milênios até os dias de hoje, estando em meio ao folclore e a dança individual. Sua estrutura básica permanece constante, tendo um componente importante de improvisações, que oferecem às dançarinas uma ampla liberdade de movimentos.
Na Turquia, a dança do ventre é chamada ¿gobek dans¿. A dança foi criada sob influência de muitas culturas e até hoje continua a se desenvolver. Para mulheres da Arábia Saudita, a dança era considerada sagrada e não podia ser vista pelos homens.

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